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História de vida


Christine Day nasceu na Austrália. Sua infância foi bastante traumática, caracterizada por abusos físicos e emocionais, “intensas experiências de escuridão” que deixaram sua personalidade em grande parte destroçada. Em uma entrevista de 2010, ao relembrar esse período, Christine comenta: “Eu não sei bem como sobrevivi a todas essas coisas. Acredito que eu precisava experienciá-las. De certa forma, sinto que me foram dadas as feridas do curador. Tudo isso me trouxe para um lugar incrível de amor e compaixão. Agora tenho a capacidade de sustentar o espaço para muitas pessoas se curarem.”

Em 1986, Christine foi diagnosticada com lúpus sistêmico em estágio avançado e os médicos lhe disseram que teria apenas cerca de dois meses de vida. Estava então com 31 anos, encontrava-se no seu segundo casamento e tinha três filhos — o mais velho com 14 anos e o mais novo com quatro. Um dia, ao acordar pela manhã, no hospital onde estava internada, veio-lhe a consciência de que queria morrer. Ela nunca havia admitido isto para si mesma antes. Logo em seguida, teve também consciência de que havia criado uma doença para matar a si própria. Este pensamento foi como uma centelha: descobriu-se capaz de criar algo! Até então, considerava-se um mero objeto no mundo... sem o direito de pensar, sentir, sem o poder de criar o que quer que fosse. Mas, se ela havia sido capaz de criar algo para matar a si mesma, também poderia criar algo para curar-se, pensou. Decidiu deixar para trás o hospital, os médicos, e assumir a responsabilidade por sua vida.

Precisava descobrir quem era, lidar com as emoções ligadas ao seu passado e que se encontravam aprisionadas no seu corpo. Se ela pretendia viver, teria que mudar as coisas na sua vida. Começou a fazer psicoterapia, trabalho de corpo, tratamento com ervas naturais, meditação. E a sua saúde, rapidamente, começou a melhorar. “Olhando em retrospecto”, diz Christine, “sinto que minha verdadeira cura aconteceu no momento em que decidi reaver um pouco do meu próprio poder de volta, no hospital, quando me dei conta de que realmente era capaz de criar algo. Quando você abre mão e entrega todo o seu poder, não há razão para viver... e então o processo de morte começa, de um jeito ou de outro.”

Cerca de seis meses depois, ela estava meditando e, repentinamente, num lapso de tempo de dois ou três segundos, recebeu dois sistemas de cura completos. Num instante não sabia de nada e no minuto seguinte conhecia todos os detalhes daqueles processos, como se os tivesse estudado durante anos. Junto com essa informação, chegou também uma energia especial. A única hipótese que lhe ocorreu é que era um presente de Deus. Alguns anos mais tarde, esses dois sistemas de cura receberiam as denominações de Amanae e Frequências de Brilho.

Naquele momento inicial, foi-lhe dito que apenas o primeiro corpo de trabalho deveria ser utilizado com as pessoas, pois o mundo ainda não estava pronto para o segundo. Porém, Christine nunca vislumbrara a possibilidade de trabalhar como curadora e não tinha a menor ideia de como iria fazer isso. Entretanto, o seu filho mais novo sofria de paralisia cerebral, e ela resolveu começar a aplicar nele o que havia recebido. Quando colocou as mãos sobre ele, foi inundada por uma Luz e sentiu que também estava sendo curada. À medida que fazia isso, observava grandes transformações nele e também nela. Por dois anos, diariamente, estiveram juntos nesta jornada de cura, até que seu filho disse que não queria mais receber as sessões.

Quanto às outras pessoas, naquele momento Christine tinha ainda pouquíssima autoestima, nenhuma autoconfiança, e ficava apavorada só de pensar em sair de casa. Assim, teve uma conversa com Deus: “É necessário que me tragas as pessoas, pois de modo algum vou sair por aí levando este trabalho.” E as pessoas começaram a vir, ao saber do processo de cura que estava ocorrendo com o seu filho. Inicialmente eram pessoas com problemas físicos. Christine relembra: “Todas as pessoas que vinham iam embora não só fisicamente modificadas, mas também com um profundo sentimento de paz. Muitas diziam se sentir tocadas pelo Espírito Santo, ou por Deus, ou que haviam sentido amor pela primeira vez em suas vidas.”

Depois de algum tempo, começaram a chegar pessoas com profundos problemas emocionais. Mais tarde, vieram pessoas que se encontravam numa busca espiritual. Enquanto trabalhava com elas, Christine experienciava o seu próprio processo de transformação e cura, em muitos níveis. Gradualmente, ampliava-se a sua conexão com as energias espirituais. Estas energias a tinham levado de uma experiência de morte à vida. E ela se comprometeu a fazer tudo que lhe fosse indicado pelo Espírito.

Dois anos depois, recebeu a orientação de ensinar o trabalho a outras pessoas, com instruções detalhadas de como fazer isso. Começou a trabalhar por toda a Austrália, dando workshops de treinamento e aplicando sessões individuais. Seu casamento havia desmoronado, mas sua vida estava plena: tinha seus filhos, seus amigos, seu trabalho; estava perfeitamente saudável e feliz. Então, veio um novo direcionamento: deveria realizar uma busca da visão no cerrado australiano, durante três dias. Conta Christine:


Eu saí e me sentei no meio dos arbustos do cerrado por três dias e três noites, levando apenas água comigo. Eu nunca tinha feito uma busca da visão antes, eu realmente não sabia o que isso implicava. Mas confiei, porque era isso que eu deveria fazer. Eu sabia que o que quer que me fosse mostrado para fazer era o certo para mim, era o meu próximo passo. Na terceira manhã da minha busca da visão, quando o sol nasceu sobre a montanha, [...] foi-me dito que era hora de deixar a Austrália e ir para os Estados Unidos, onde o trabalho deveria ser ancorado. Eu deveria deixar meus filhos e tudo o que tinha e viajar apenas com uma mala. E deveria comprar uma passagem para São Francisco. Aquilo era muito. Era uma grande diretiva para mim, por causa dos meus filhos... Deixá-los era demais. E mesmo assim, profundamente dentro de mim eu sabia que era a coisa certa a fazer. Eu sabia que aquele era o meu próximo passo.


Era novembro de 1991. Como tinha muitos compromissos de trabalho pelos próximos três meses, Christine comprou sua passagem para fevereiro. Vendeu todas as suas coisas e seus filhos foram morar com o pai. Estava apavorada, pois não conhecia ninguém nos Estados Unidos e não sabia o que iria fazer. Duas semanas antes da data da viagem, uma amiga levou-lhe um livro onde constavam alguns nomes e telefones da área da Califórnia. Ela escolheu um ao acaso e ligou. Atendeu uma mulher e Christine falou: “Olha, eu sei que você vai pensar que isso é meio louco, mas eu estou chegando a São Francisco em tal data e gostaria de saber se tem alguma coisa interessante acontecendo por volta desse dia que você saiba...” Ela então informou que conduziria um workshop dois dias após sua chegada. Mesmo sem saber do que se tratava, Christine se inscreveu. A pessoa se ofereceu para buscá-la no aeroporto, disse que morava em Mt. Shasta e que poderia arranjar um lugar para ela ficar. Christine aceitou, pensando que se tratava de um subúrbio de São Francisco.

Mt. Shasta é uma pequena cidade de pouco mais de três mil habitantes, situada próximo à montanha de mesmo nome, a cerca de seis horas de viagem de São Francisco. Considerado sagrado pelos diversos povos nativos que habitavam a região, o monte Shasta é tido por vários grupos como um lugar de grande poder. Este acabou sendo o lar de Christine durante o seu primeiro ano nos Estados Unidos, “um lugar maravilhoso”. Lá conduziu workshops e sessões individuais, e passou por muitas iniciações.

Até então, o trabalho não possuía um nome: “Quando eu recebi esse trabalho, foi-me dito que ele não deveria ter um nome... não era para ser limitado por nomes ou fronteiras. Era para ser ilimitado, porque era um mundo ilimitado. Então, ali estava eu ensinando uma coisa sem nome, e trabalhando com as pessoas com esse processo sem nome. E era muito difícil, mas eu tinha que confiar nisso.” Em novembro de 1992, cerca de nove meses depois de sua chegada aos Estados Unidos, por meio de seu contato com o cachimbo sagrado, uma língua começou a vir através de Christine, e então surgiu a palavra Amanae para denominar o primeiro trabalho. “Isto foi muito significativo. As pessoas começaram a ser atraídas pelo nome... Daquele momento em diante, o trabalho tomou novo corpo, foi capaz de vir numa forma muito mais completa para este plano terreno.”

No início de 1993, ao acordar numa manhã, recebeu a orientação de que era hora de ir embora. Christine não conhecia praticamente ninguém além das pessoas em Mt. Shasta e tinha apenas um tanque cheio de gasolina e alguns dólares. Não sabia o que fazer, apenas que tinha de partir. Então, lembrou-se de uma mulher que lhe dera um cartão três semanas antes e dissera: “Se algum dia você vier a Ukiah... eu adoraria que você viesse e ficasse, porque há pessoas que realmente poderiam se beneficiar desse trabalho.” Christine ligou para o número do cartão: “Estaria tudo bem se eu fosse hoje?” A mulher ficou encantada. Ao chegar a Ukiah, esta pessoa lhe disse que, quando estava preparando o quarto para ela, lhe fora dito: “Você deve oferecer a Christine um lar aqui... este é para ser o seu lar.” Muitas pessoas vieram em busca do trabalho e Christine se tornou muito ocupada. Ukiah passou a ser o seu novo lar e seu filho mais novo veio morar com ela.

Em 1994, um fato extremamente significativo e impactante ocorreu: Christine teve o seu primeiro encontro e comunicação consciente com os pleiadianos1. Tomou conhecimento da origem pleiadiana dos dois sistemas de trabalho que recebera oito anos antes, bem como teve a lembrança completa de sua herança pleiadiana e de sua missão no plano terrestre nesta vida.

Finalmente, em 1999, veio a diretiva para introduzir Frequências de Brilho – o mundo estava pronto! O trabalho se expandiu muito nos Estados Unidos e alcançou vários países ao redor do mundo. Christine foi convidada para dar cursos em Israel, na Europa, no Canadá, na América do Sul. Em abril de 2003, deu o primeiro curso no Brasil, na Bahia. O trabalho teve grande receptividade aqui e Christine passou a vir ministrar cursos regularmente. No Brasil foi dado o primeiro treinamento para professores de Maná no mundo, em 2005.

Em 2006, Christine foi orientada pelos pleiadianos a sair da Califórnia e mudar-se para Minneapolis, no estado de Minnesota, situado numa parte mais central do país, pois seria um local mais seguro para estar em face das mudanças que ocorreriam no planeta. Sobre o seu lar atual, ela diz: “Estou muito, muito feliz aqui. Minnesota, para mim, tem uma energia muito poderosa. As forças naturais são muito fortes aqui. Sinto que é o lugar para eu viver; é maravilhoso retornar para casa depois que trabalho. É um lugar altamente regenerativo, e sinto também que há alguns vórtices muito poderosos aqui.”

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1 Seres de 5ª dimensão, provenientes do aglomerado de estrelas denominado Plêiades, situado a cerca de 440 anos-luz da Terra.

 

Fontes:

Apresentação introdutória ao Amanae, gravada ao vivo em São Francisco (Califórnia, EUA), em 1996. Disponível em: www.frequenciesofbrilliance.com.

Entrevista concedida a Kathryn Brinkley, Kinetics Magazine, jun. 2010.  Disponível em: www.kineticsmag.com.

Entrevista concedida a Tim Miejan, The Edge, jul. 2010. Disponível em: http://edgemagazine.net/2010/07/the-pleiadian-initiations-the-edge-interview-with-christine-day/.